| Conheça Manaus, capital do Amazonas |
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| Cidades - Cidades do Brasil | |||||||||||||||
| Escrito por Administrator | |||||||||||||||
| Qua, 27 de Agosto de 2008 01:53 | |||||||||||||||
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População - Contagem 2007 | 1.646.602 |
Área da unidade territorial (km²) | 11.401 |
Energia Elétrica (voltagem) | 110V |
Horário em relação a Greenwich | -4 h (-1 em relação a Brasília, +1 em relação ao Acre |
DDD | 92 |
Históri
a
O nome Manaus origina-se do nome de uma tribo indígena que primitivamente dominava o vale do Rio Negro, à qual pertenceu o legendário guerreiro Ajuricaba.
Há duas versões sobre o início da história de Manaus: segundo uns, foi Pedro Teixeira, sertanista do século XVII, que desbravou as terras onde hoje é o Município de Manaus; teria iniciado sua jornada no porto de Cametá em 28 de outubro de 1637. Segundo outros, porém, o autor desse feito teria sido seu lugar-tenente Pedro da Costa Favela (ou Favilla).
O fato é que a primeira notícia fidedigna relativa à história dessa comuna está ligada ao ensaio de colonização e povoamento da região, levado a termo na segunda metade do século XVII:
- 22 de junho de 1657 - o cabo Bento Maciel Parente, comandando uma "tropa de resgate", partiu de São Luís do Maranhão, chegando meses depois às margens da boca do Rio Tarumã, em plena selva amazônica. Segundo as crônicas, na partida dessa bandeira, proferiu sermão o Padre Antônio Vieira, o grande orador sacro. Em 1658, a tropa expedicionária de Bento Maciel abandonou a povoação e tomou o rumo do Pará, onde foi dizimada nas lutas com os aborígenes.
- 15 de agosto de 1658 - partiu do Maranhão uma segunda "tropa de resgate", e fixou-se às margens do Tarumã, no mesmo local em que Bento Maciel havia assentado acampamento. A expulsão dos jesuítas, animadores e pioneiros desses empreendimentos, em 1661, traria como reflexo o fracasso do plano de colonização, anos mais tarde retomado. Quando os holandeses e os espanhóis começaram a espraiar-se pelo extremo norte do País, a Coroa portuguesa se alarmou e passou a ditar providências .
- 1669 - A pedido de Pedro da Costa Favela, o governador Coelho de Carvalho ordenou a construção de uma fortaleza que resguardasse a região limítrofe do rio Negro. Foi assim que surgiu a legendária "Fortaleza de São José do Rio Negro", construída numa elevação, a três léguas da foz do rio.
A princípio, os índios não davam descanso aos conquistadores; todavia, graças ao auxílio dos religiosos carmelitas, grande arraial se foi pouco a pouco formando em volta do reduto fortificado. Famílias inteiras das tribos dos Baré, Passe e Baniua, vindas do Japurá e Içana, ali se instalaram, dando início a grande miscigenação que, em breve, iria determinar, na povoação da Barra, o aparecimento de nova geração constituída de mamelucos e caribocas.
- 1774 - o arraial contava 220 pessoas, incluídos nesse total, segundo relatos históricos, "o vigário, o diretor e dez mulheres maiores de noventa anos".
- 1783 - por ordem do general João Pereira Caldas, e devido também a seu estado precário, a velha fortaleza foi desarmada, perdendo a povoação as últimas aparências bélicas que lhe restavam.
- 1791 - Lobo D'Almada, terceiro Governador da Capitania de São José do Rio Negro, instalada em 10 de maio de 1758, transferiu nesse ano a sede da Capitania para o lugar da Barra, e foi habitar as dependências da antiga "Casa Forte do Rio Negro".
- 1799 - Com a queda política de Lobo D'Almada, a povoação da Barra entrou em franco declínio, que culminou com o retorno da Capital para Barcelos, em maio, por força da Carta Régia de 22 de agosto de 1798.
- 29 de março de 1808 - graças ao então governador da Capitania, Capitão-de-mar-e-guerra José Joaquim Vitório da Costa, o lugar da Barra voltaria a ter as honras de Capital.
- 1808 a 1833 - Politicamente Barra não era autônoma. Primeiro dependia da vila de Moura, depois da de Barcelos e, já na qualidade de Capital, da de Serpa. Essa dependência política motivou as várias tentativas revolucionárias empreendidas pelos habitantes do antigo lugar da Barra, que visavam à emancipação da localidade.
- 1833 - A povoação finalmente foi elevada à categoria de cabeça de comarca, com a predicação de vila, recebendo então o nome de Manaus.
- 24 de outubro de 1848 - A Lei nº 147, votada pela Assembléia Provincial do Pará, alterou o nome para "Barra do Rio Negro", antecedido pelo título de cidade, que o mesmo Decreto lhe outorgou.
- 1850 - Como resultado das grandes agitações internas que se haviam verificado no território amazonense, foi aprovado pela Câmara o projeto de criação da Província do Amazonas, sancionado por D. Pedro II em 5 de setembro daquele ano, recebendo a Lei o número 592.
- 7 de julho de 1851 - Foi nomeado como primeiro Governador da Província justamente aquele que mais pugnara pela sua emancipação, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha. Ele só chegou à cidade da Barra do Rio Negro a 27 de dezembro, instalando oficialmente a nova unidade provincial a 1º de janeiro do ano seguinte.
- 4 de setembro de 1856, a localidade de "Barra do Rio Negro" trocou definitivamente essa designação pela de "Cidade de Manaus", em virtude da Lei nº 68, promulgada pela Assembléia Provincial.
O cidadão de Manaus é denominado manauara ou baré.
Pontos turísticos
Arquitetura
- Palácio Rio Negro - construção do final do século XIX, sede do governo estadual e residência oficial do governador desde 1911. Tombado como patrimônio estadual em 1980. Av. 7 de Setembro, 1546, Centro.
- Conjunto arquitetônico Alfândega e Guardamoria - construção de 1906, é o primeiro conjunto de prédios pré-fabricados do mundo, com blocos de tijolos aparentes e pré-montados trazidos da Inglaterra.Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1987. Fica na Rua Marquês de Santa Cruz, no centro.
- Biblioteca Pública - construída de 1904 a 1907. Fica na rua Barroso, esquisa com 7 de Setembro. Já foi Palácio Legislativo e, em 1945, parcialmente destruida por um incêndio. Visitas de segunda a sexta, de 8:00 às 17:00
Ecologia
- O Zoológico do CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva - está situado numa área de 30.000 metros quadrados e abriga 300 animais de 73 espécies diferentes, de onças a gaviões reais.
Festas
- Boi-Bumbá - Ilha de Parintins (a 420 km de Manaus, no Rio Solimões) - é a famosa festa dos bois Caprichoso e Garantido. A festa é originária do Maranhão, onde se chama Bumba-Meu-Boi, mas ganhou características próprias devido à miscigenação indígena. Acontece nos dias 28, 29 e 30 de Junho.
(Fonte: Prefeitura Municipal de Manaus)
Para saber mais
Sites oficiais
Historia
- Manaus: referências da história - por Etelvina Garcia
Outros
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